Obesidade e doenças induzidas por estresse

Obesidade e doenças induzidas por estresse

Obesidade e doenças induzidas por estresse

Por Paulo Meira

Mito ou realidade? As evidências, escassas há poucos anos, começam a aparecer.

O estresse tem sido ligado ao aparecimento de várias doenças, embora o mecanismo que ligue esses fenômenos ainda não esteja completamente esclarecido. O fato é que o aumento do estresse apresenta um paralelo com o aumento dos casos de obesidade, que por sua vez acarreta sérias consequências para a saúde – principalmente a obesidade abdominal (também chamada de visceral), ligada ao desenvolvimento da síndrome metabólica (associação com redução de colesterol bom, aumento de gorduras circulantes, aumento dos níveis de açúcar no sangue e/ou pressão alta).

Algumas pessoas perdem peso quando estão estressadas – mas outras ganham peso. O estresse estimula uma resposta bastante primitiva nos animais, a assim chamada “resposta de luta ou fuga”, que num passado longínquo esteve relacionada à caça e à busca de alimentos.

Uma substância envolvida no controle do apetite, especificamente o “neuropeptídeo Y” é liberada durante o estresse levando a maior formação de gordura e ganho de peso (pelo menos em estudos com animais). Animais que receberam a mesma quantidade de ração e não foram submetidos ao estresse ganharam menos peso e tiveram menor liberação dessa substância.

Aos poucos vão sendo desvendados os (provavelmente muitos) mecanismos que envolvem o ganho de peso motivado por “ansiedade”, dando a esperança de que novos tratamentos agindo nessas vias reguladoras possam beneficiar as “vítimas” do ambiente moderno urbano estressor.

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