Ganho de peso com medicações psiquiátricas

Ganho de peso com medicações psiquiátricas

Ganho de peso com medicações psiquiátricas

Por Paulo Meira

Se por um lado, pode ocorrer ganho de peso devido a sintomas ansiosos ou a doenças psiquiátricas como depressão, ganho de peso é um efeito colateral frequente de várias medicações utilizadas na área da psiquiatra.

Alguns antidepressivos, lítio e principalmente os antipsicóticos podem fazer com que indivíduos susceptíveis ganhem (às vezes muito!) peso – destacando-se entre eles os assim chamados antipsicóticos atípicos. Os mais usados são a olanzapina, a clozapina, a quetiapina e a risperidona. Eles são chamados assim (atípicos) porque não se classificam entre os antipsicóticos mais antigos, chamados de sedativos (o mais comum entre estes é a clorpromazina e outros) ou de incisivos (o mais usado entre estes é o haloperidol).

E aí? Além das consequências psicológicas óbvias, o ganho de peso pode influenciar a aderência ao próprio tratamento, e pode ainda levar a outros problemas de saúde, como diabetes e apnéia do sono.

As pesquisas na área de obesidade têm demonstrado que o peso corporal é regulado por um sistema complexo de circuitos neurais, que são influenciados por substâncias produzidas no próprio sistema nervoso (chamados neurotransmissores) e mesmo fora dele (hormônios que são produzidos nas células gordurosas e no trato digestivo). Os antipsicóticos que afetam o peso corporal levam a perturbações de alguma ou mais de uma dessas vias – o mecanismo real envolvido ainda é obscuro. Parece que alguns indivíduos estão mais predispostos a ganhar peso com o uso dos antipsicóticos atípicos do que outros e é provável que fatores genéticos possam estar envolvidos.

No futuro será possível prever através de análises genéticas quais são esses indivíduos mais predispostos a ganhar peso e incentivar medidas preventivas como restrição dietética e aumento de atividade física.

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