Tratamento da Insônia reduz Sintomas da Menopausa

Uma recente experiência, publicada na revista científica Sleep Medicine, sugeriu que as mulheres que passam pela menopausa podem ter menos sintomas de depressão quando recebem tratamento para insônia do que quando não tratam esta moléstia.

Os pesquisadores recrutaram para o estudo 117 mulheres que estavam na menopausa e apresentavam insônia e as classificaram aleatoriamente em três grupos. Um grupo recebeu terapia cognitivo-comportamental (TCC) e o outro grupo recebeu um componente do TCC conhecido como terapia de restrição do sono. O terceiro grupo recebeu apenas informações sobre educação da chamada higiene do sono, ou seja, hábitos que podem promover um sono de melhor qualidade.

No geral, 4,3% das mulheres apresentavam depressão de moderada a grave. Ambas as formas de tratamento da insônia ajudaram a aliviar os sintomas de depressão para essas mulheres, mas a educação sobre a higiene do sono alcançou ou mesmos resultados.

Os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem do portal Reuters, explicaram que os médicos podem adicionar o tratamento cognitivo-comportamental da insônia ao atual arsenal de tratamentos disponíveis para aliviar a insônia associada à menopausa e, com este tratamento, alcançar o benefício adicional de reduzir os sintomas depressivos que frequentemente co-ocorrem com os distúrbios do sono associados à menopausa. Os pesquisadores esperam demostrar um dia que o combate precoce dos sintomas de insônia, quando a depressão ainda é leve ou ainda está por se desenvolver, pode prevenir que a depressão se desenvolva em primeiro lugar.

As mulheres geralmente passam pela menopausa entre os 45 e 55 anos de idade. Como os ovários inibem a produção dos hormônios, estrogênio e progesterona, as mulheres podem apresentar sintomas que vão desde secura vaginal a alterações de humor, dores articulares e também insônia.

A TCC pode treinar as pessoas a utilizar técnicas que abordam fatores mentais (ou cognitivos) que são associados à insônia, como o pensamento acelerado, e a superar preocupações e outras emoções negativas que frequentemente acompanham a incapacidade de dormir. Pesquisas anteriores já haviam revelado que a TCC também pode ajudar pessoas com sono insatisfatório a estabelecer uma rotina saudável para dormir e melhorar seus padrões de sono.

A terapia de restrição do sono pode ser feita isoladamente ou como um componente da TCC para insônia. Esta intervenção é projetada para limitar quantas vezes as pessoas acordam durante a noite e reduzem o tempo total gasto na cama, não tendo como objetivo a restrição do tempo total que as pessoas passam dormindo.

As mulheres do estudo que receberam a terapia cognitivo-comportamental completaram seis sessões de terapia face a face com uma enfermeira especializada em medicina do sono comportamental. A terapia de restrição do sono foi mais breve e envolveu duas sessões presenciais, além de três sessões telefônicas.

O grupo de controle de pacientes destinados à educação em higiene do sono, enquanto isso, recebeu seis e-mails semanais com dicas sobre como criar melhores rotinas noturnas e informações sobre a conexão entre o sono e uma variedade de problemas de saúde e hábitos de vida.

Logo após o tratamento da insônia, as mulheres com depressão que receberam TCC apresentaram reduções de moderadas a significativas nos sintomas do transtorno de humor, relataram os pesquisadores.

As pacientes também relataram melhorias moderadas na depressão com a terapia de restrição do sono, mas estes efeitos não ocorreram até seis meses após o término do tratamento.

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