Semiologia Básica 2- Cabeça e Pescoço

Semiologia Básica 2- Cabeça e Pescoço

2- Cabeça e Pescoço

O exame físico de cabeça e pescoço pode ser dividido de acordo com as estruturas anatômicas dessa região.

 Face:

Aqui você deverá observar o tipo de rosto do pacientes (fácies). Existem alguns muito famosos e que o padrão pode levar a suspeita de algumas doenças, como por exemplo: hipocráticas (aquele paciente extremamente emgrecido), cushingoide (paciente com um face bem arredondada, em lua cheia) e lúpica (aquela que apresenta uma vermelhidão em forma de “borboleta”), veja alguns exemplos na. Além da fácies, notar se há edema, paralisia muscular, movimentos involuntários, nódulos/tumores e outras lesões e deformidades.

 Olhos: Além do edema e das alterações de pilificação, podemos observar queda da pálpebra superior (blefaroptose ou ptose palpebral), alteração do globo ocular (exoftalmia: protrusão, microftalmia: globo pequeno, hipertelorismo: afastamento das cavidades orbitárias estrabismo, nistagmo: movimentação involuntária, entre outras). Uma queixa bastante comum é a perda da acuidade visual. Para avaliá-la podemos aplicar o teste de Snellen. Com a tabela de Snellen pendurada na parede e iluminada adequadamente, posicione o paciente a 20 pés (6 m) dela e determine a menor linha em que o paciente consegue ler metade das letras e anote seu número, que corresponde à distância em que uma pessoal normal pode ler tal linha. A anotação do resultado deverá ser feita com dois números (ex: 20/30 – o paciente enxerga a 20 pés o que um indivíduo normal enxergaria a 30 pés). O primeiro indica a distância em que o paciente se encontra; o segundo, o número da última linha. Se o teste foi feito com o paciente usando lentes de correção, isso deve ser anotado também.
Na sua prática durante o projeto, não iremos executar o exame ocular (apesar de existir uma tabela de Snellen, caso você necessite dela), então não se desespere!

 Oroscopia (garganta): Observar: lábios, gengivas, dentes e língua. Para examinar a garganta: peça para o paciente dizer “-Aaahhh”. Pode ser necessário o uso de um abaixador de língua – pressionando o terço médio da língua (ele não deve ser colocado mais posteriormente, pois pode provocar reflexo de vômito ou contração da língua). Note a presença de alterações de coloração, secreção e placas, que podem indicar processos infecciosos.

 Cadeias linfonodais: A palpação de linfonodos deve ser feita fazendo movimentos circulares com os dedos, movendo a pele sobre os linfonodos das principais cadeias. Se perceber algum, note sua consistência, seu tamanho e verifique se está aderido a planos profundos, se há fístula e confluências e se dói. Em geral, linfonodos infecciosos são dolorosos, de consistência amolecida e não são aderidos a planos profundos; linfonodos metastáticos, em geral, são indolores crescem com o tempo e estão aderidos.

As cadeias a serem palpadas são as seguintes:  Submentoniana  Submandibular  Cervical anterior (anterior ao m. esternocleidomastoideo)  Cervical posterior (posterior ao m. esternocleidomastoideo)  Occipital  Pré-auricular  Retroauricular  Supraclavicular

Ao palpar um linfonodo, é necessária a reexaminação da área que drena. Lembrar que existem outras cadeias de linfonodos palpáveis que não estão localizadas no pescoço, a saber:
 Epitroclear  Axilar  Inguinal

• Tireoide
A tireoide pode ser examinada de 3 maneiras distintas: 1. Com o paciente de costas (abordagem posterior), fixe os polegares sobre sua nuca e rodeie a mão e os dedos sobre o pescoço. O lobo direito da tireoide é examinado com o indicador e médio da mão esquerda, e vice-e-versa. 2. Com o paciente de frente (abordagem anterior), palpe a glândula com os polegares e posicione os outros dedos sobre as fossas supra claviculares. 3. Na mesma posição da abordagem anterior, apenas com uma das mãos, palpe toda a área correspondente à glândula.

Em qualquer abordagem, facilita a palpação pedir ao paciente flexionar e rotacionar levemente a cabeça, de forma a relaxar o m. esternocleidomastoideo. Também pode pedir ao paciente “engolir em seco”, para que perceba a tireoide se mover em relação a seus dedos. Na palpação, deve atentar-se ao tamanho, consistência, forma e possíveis nodulações.

 Carótida e veia jugular Apesar de situadas no pescoço, exame das carótidas pode ser feito juntamente com o Exame Cardíaco. Mas, em suma, deve-se atentar para o fato de ingurgitamento da veia jugular interna (o paciente deve ficar em decúbito dorsal com elevação da cabeceira a 45º). Observe ao assumir essa posição “surge uma grande veia no pescoço” acima da linha do ângulo de Louis.

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