Hipofise



Andropausa

O homem também passa por uma experiência de natureza semelhante: a andropausa. Esse fenômeno é decorrente das mudanças fisiológicas naturais que o corpo humano é submetido com o passar da idade. E para conviver com a andropausa com mais harmonia, nada melhor do que conhecê-la bem, não é mesmo?

Se você chegou até aqui e está interessado em saber mais sobre a andropausa, quais as diferenças entre ela e a menopausa, as suas causas e sintomas mais comuns, continue lendo este post e descubra tudo isso e muito mais!

O que é andropausa?

A andropausa é a fase da vida masculina em que ocorre uma redução do hormônio testosterona na corrente sanguínea. Esta situação não leva à falência da condição reprodutora masculina, como ocorre nas mulheres. Entretanto, ela é acompanhada de diferentes outros sintomas que podem afetar a qualidade de vida dos homens.

Essa condição costuma se manifestar a partir dos 40 ou 50 anos, quando normalmente já se deve ter mais cuidado com a saúde. Na faixa dos 70 anos de idade, grande parte dos homens produz 30% menos testosterona, e essa percentagem pode ser progressiva com o passar dos anos.

Qual a diferença entre a andropausa e a menopausa?

Apesar de serem condições parecidas, a menopausa e a andropausa apresentam muitas diferenças entre si. A principal delas está relacionada com a capacidade de reprodução. Quando a mulher entra na menopausa, o estrogênio, que é o hormônio reprodutor feminino, fica reduzido.

Como consequência, o corpo passa a produzir cada vez menos óvulos até, finalmente, perder a capacidade de reproduzir. No entanto, ao contrário das mulheres, os homens quando entram na andropausa não cessam a sua produção de espermas, o que os permite ter filhos em idade muito mais avançada.

Diferentemente da menopausa feminina, não há um momento específico a partir do qual se pode afirmar o estado de andropausa. Por sua vez, muitos homens não manifestam sintomas perceptíveis, ao contrário do que ocorre com as mulheres quando o hormônio feminino estrogênio se reduz.

Outro sintoma comum e conhecido por todos referente à menopausa são as “ondas de calor” que acometem as mulheres. Nos homens esse desconforto não está presente. Além disso, a menopausa é uma fase que se inicia e termina em um determinado período de tempo. Já a andropausa pode se estender por muitos anos.

Quais as suas causas?

As causas da andropausa residem, essencialmente, na diminuição da disponibilidade do hormônio testosterona em circulação no organismo. Esse hormônio é produzido, principalmente, nos testículos, e um pouco nas glândulas suprarrenais.

Na verdade, é a testosterona a grande responsável pelos aspectos que caracterizam a masculinidade e diferenciam o homem da mulher, como os pelos do corpo, a voz, a musculatura e a fertilidade (esperma), dentre outros. Apesar disso, apenas cerca de um terço da população masculina passa por esse processo de redução significativa dos níveis de testosterona que caracteriza a andropausa.

Mas, afinal, o que está relacionado com a queda da testosterona?

Embora a redução de seus níveis seja uma ocorrência natural que se instala com o passar dos anos, também pode ser provocada por algumas condições que afetam a saúde masculina. As alterações endócrinas, por exemplo, podem ser uma das causas para a diminuição do hormônio masculino, já que a produção de hormônios no corpo humano é realizada pelas glândulas endócrinas.

O envelhecimento também é uma das causas desta condição. Com o passar dos anos, o corpo humano entra em declínio e todas as suas funções começam a decair gradativamente, até que algumas delas cessam.

Junto a esses dois problemas fisiológicos existem outras circunstâncias que podem ser a causa do aparecimento da andropausa como, por exemplo, a obesidade, o estresse, o sedentarismo e a depressão.

Quais os principais sintomas?

Em razão dos hábitos de vida diferenciados, assim como pela evolução do processo de envelhecimento diferente para cada homem, os sintomas da andropausa são diversos na população masculina.

No entanto, podem ser listados como sendo sintomas mais comuns:

  • perda de massa óssea;
  • perda de massa muscular;
  • fadiga;
  • pele seca;
  • redução de pelos no corpo;
  • alterações de humor;
  • perda ou diminuição da libido;
  • disfunção erétil;
  • aumento da gordura abdominal;
  • sensação de perda de energia;
  • depressão.

Quem faz parte do grupo de risco?

Como vimos anteriormente, somente 1 a cada 3 homens passa pelo processo de redução da testosterona. Sendo assim, alguns indivíduos são mais propensos a desenvolver a condição do que outros, sendo conhecidos como grupo de risco.

O grupo de risco da andropausa é formado por:

  • diabéticos;
  • sedentários;
  • fumantes;
  • alcoólatras;
  • depressivos;
  • hipertensos;
  • obesos.

Como é realizado o diagnóstico?

O médico responsável por diagnosticar a andropausa é o endocrinologista. A forma mais comum para constatar a condição é por meio de um exame de sangue para avaliar os níveis totais de testosterona.

Os valores de referência considerados normais variam de 300 a 1200 ng/dL. Caso o exame aponte menos de 300 ng/dL, há um indicativo de andropausa. Neste caso, o médico deve solicitar outros procedimentos para confirmar a situação.

Como tratar?

De modo geral, a população masculina vai pouco ao médico para se consultar. Por esse motivo, acaba desconhecendo situações pelas quais pode estar passando.

Urologistas e endocrinologistas são os profissionais que devem ser consultados quando houver suspeita de ocorrência de alguns dos sintomas. Esses profissionais, ao definirem o diagnóstico e concluírem pelo tratamento para a andropausa, geralmente indicam a reposição hormonal.

Desse modo, o paciente fará uso de medicamentos que promovem o aumento dos níveis do hormônio masculino no sangue. Ao mesmo tempo, o médico responsável deve proceder um criterioso acompanhamento dos resultados do tratamento recomendado.

Isso se faz por meio de exames específicos e pela verificação de possíveis efeitos colaterais que podem ser observados em algumas pessoas.

A andropausa é um fenômeno decorrente do envelhecimento. Assim como ela, inúmeros outros efeitos fisiológicos do organismo aparecerão com o tempo. Para que se possa aproveitar a longevidade com qualidade de vida é muito importante consultar o médico com frequência.

E então, gostou do post? Se você achou interessante e quer continuar obtendo informações sobre a andropausa e diversos outros assuntos relacionados à saúde, assine nossa newsletter e aprenda muito mais!

Disfunção Erétil

A disfunção erétil é a incapacidade de o homem conseguir obter e manter uma ereção do pênis suficiente que possibilite uma atividade sexual satisfatória. Pode ser um sinal de doenças crônicas em atividade ou mesmo problemas psicológicos, afetando a qualidade de vida dos pacientes e de suas parceiras.

Nem sempre o fato de não conseguir ter uma ereção adequada se traduz em disfunção erétil, porém se isso ocorrer de forma frequente, o ideal é consultar um médico urologista para uma avaliação adequada.

Estima-se que 100 milhões de homens no mundo apresentem disfunção erétil, sendo esta a mais comum disfunção sexual encontrada nessa população após os 40 anos. No Brasil, a prevalência se aproxima de 50% após os 40 anos, algo em torno de 16 milhões de homens.

As causas são variadas, podendo estar relacionadas a:

– Problemas circulatórios: a ereção depende diretamente do fluxo de sangue para o pênis, portanto as alterações que dificultam a circulação adequada para essa região podem causar disfunção erétil. Temos como exemplo as doenças cardiovasculares (hipertensão, doença arterial coronariana), diabetes, colesterol elevado, tabagismo, cirurgias prévias na pelve e pessoas submetidas a radioterapia prévia.

– Neurológicas: até 20% dos casos de disfunção erétil estão associados a problemas neurológicos. Alguns exemplos são doenças degenerativas (esclerose múltipla, doença de Parkinson), acidente vascular cerebral, tumores do sistema nervoso central e traumatismos.

– Anatômicas ou estruturais: pessoas que desde o nascimento ou mesmo por doenças adquiridas tenham alterações na anatomia peniana podem apresentar problemas na ereção e nas relações sexuais. Temos como exemplo a doença de Peyronie, uma condição vista mais comumente após a meia idade na qual ocorre a formação de uma placa de tecido endurecido ao longo dos tubos interiores do pênis, o que gera uma curvatura anormal e dificulta a ereção.

– Distúrbios hormonais: desequilíbrios hormonais podem ser causa de alterações da libido (desejo de ter relação sexual), principalmente a falta de testosterona, o que influencia diretamente na ereção. Outras condições também podem estar relacionadas, como disfunções da glândula tireoide (hipertireoidismo, hipotireoidismo), da glândula hipófise (hiperprolactinemia), entre outras alterações.

– Induzida por drogas: inúmeros medicamentos podem causar problemas na ereção, como anti-hipertensivos, remédios para depressão, antipsicóticos e uso de drogas como álcool, heroína, cocaína, metadona entre outras.

– Psicológicas: problemas como ansiedade, depressão e estresse afetam mais a população adulta-jovem, gerando transtornos de ereção por diminuírem diretamente a libido.

Sintomas

A impotência sexual pode ser manifestada de várias maneiras, não somente pelo fato de não conseguir manter o pênis ereto, mas por problemas na ejaculação ou orgasmo. Em certos pacientes ocorre uma demora para manter uma ereção duradoura ou mesmo a ereção é obtida, porém, não apresenta rigidez suficiente. Outras vezes, mesmo apresentando uma ereção adequada, ocorre ejaculação precoce (ejaculação que acontece antes, durante ou pouco depois da penetração com mínima estimulação sexual).

É possível prevenir

Devemos ter em mente que manter hábitos de vida saudáveis é o melhor caminho a seguir. Na maioria das vezes, as doenças associadas à disfunção erétil são passíveis de controle e tratamento. Ter atividade física regular, evitar consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas, alimentar-se de forma regrada e saudável são as chaves para prevenção.

Tratamentos

Dependem das causas subjacentes. As mudanças do estilo de vida (não fumar, evitar ingerir bebidas alcoólicas, praticar atividade física, alimentar-se de forma saudável) são imprescindíveis a todos os homens. O tratamento pode ser dividido em não farmacológico (aconselhamento psicológico ou psiquiátrico), farmacológico (medicamentos que induzem a ereção) e cirúrgico.

Para as pessoas que apresentam problemas psicológicos, a psicoterapia associada ou não a medicações para depressão é recomendada, devendo ser acompanhada por um psicólogo ou psiquiatra.

Existem diversos medicamentos disponíveis que induzem a ereção ao facilitar o fluxo sanguíneo para o interior do pênis, podendo estes ser administrados diariamente, sob demanda antes das relações sexuais ou mesmo serem administrados pelo paciente por uma injeção direta no pênis. Lembrando sempre que os mesmos devem ser utilizados somente sob supervisão médica e necessitam de estimulação sexual para obter resultado.

Em casos específicos ou mesmo refratários a terapia medicamentosa, as opções cirúrgicas de próteses penianas podem ser uma opção, com resultados satisfatórios, melhorando muito a qualidade de vida do homem. É possível escolher entre próteses maleáveis (semirrígidas), articuláveis ou infláveis.

Dr. Paulo Meira

(CRM (MG) 19577 • RQE 13157 )

• Mestre em Medicina
• Bacharel em Medicina
• Especialização em Endocrinologia e Metabologia

Clínica Paulo Meira (CRM (MG) 19577 • RQE 13157 )