Diabetes e Imunização para Covid-19

Diabetes e Imunização para Covid-19

A SBEM e a Sociedade Brasileira de Diabetes esclarecem, em linguagem simples, as principais dúvidas de quem tem diabetes e seus familiares em relação à imunização contra a Covid-19, através das vacinas, atualmente, disponíveis no SUS: Coronavac (Sinovac-Instituto Butantã) e Astrazeneca/Oxford-Fiocruz.

  1. Sou idoso e tenho diabetes. Posso tomar vacina? Estarei no primeiro grupo a ser vacinado?

– Sim; não só pode como deve se vacinar. Idosos fazem parte das prioridades. Os indivíduos idosos terão prioridade, mas só após a vacinação das pessoas que vivem em instituições de longa permanência, dos profissionais de saúde e dos indígenas. Fique atento às informações dos dias, horários e locais de vacinação em sua cidade, pois a ordem de vacinação dos indivíduos idosos será definida de acordo com a faixa de idade.

  1. Quais os cuidados que ainda serão necessários após a vacinação?

– Mesmo com a imunização, ainda será necessário que você continue mantendo  o uso de máscaras, a higiene das mãos com água e sabão ou álcool 70%, o distanciamento social e a não permanência em locais sem ventilação.

  1. Tenho diabetes, mas não sou idoso. Pertenço ao grupo prioritário? E sendo adolescente?

– Ter diabetes não o coloca inicialmente no grupo de prioridades, mas sim na fase 3 do plano de imunizações.

Os adolescentes, mesmo tendo diabetes, não estão no grupo prioritário para vacinação. Os estudos científicos em crianças e adolescentes foram limitados; por isso, ainda não se pode recomendar a vacinação na sua faixa de idade.

  1. Minha filha é criança, tem diabetes tipo 1 e está bem controlada. Ela pode ser vacinada?

– Ainda não, pois os estudos com as vacinas disponibilizadas para uso emergencial no Brasil foram limitados nas faixas etárias de crianças e adolescentes.

  1. É importante que eu tome a vacina?

– Sim; sendo maior de 18 anos, tomar a vacina fará com que o risco de infecção e a intensidade dos sintomas sejam reduzidos, caso a pessoa venha a ser contaminada. Além disso, reduz a chance de internação hospitalar.

Mas lembre-se que mesmo tomando a vacina isso não significa que a pessoa está totalmente protegida. Ainda não se sabe por quanto tempo essas vacina garantem a imunidade e, portanto, por quanto tempo a pessoa ficará protegida. Por isso, continue se cuidando! Nos estudos realizados para aprovação pela ANVISA em uso emergencial, as duas vacinas atualmente em uso se mostraram seguras e eficazes. Confie e vacine-se!

  1. A vacina causa reação ou qualquer outro tipo de problema?

Dor leve e desconforto no local da aplicação são os sintomas mais frequentes. Neste caso, você poderá usar compressas frias no local, e até um analgésico, se necessário. Outros efeitos como náuseas, diarreia, dor muscular, cansaço e febre foram raramente relatados, mas podem acontecer.

  1. Tenho diabetes e estou grávida. Posso tomar a vacina?

Não há dados nos estudos atuais sobre o uso da vacina em gestantes. Portanto, ainda não há base científica para recomendá-la na gestação.

  1. Tenho diabetes e já tive COVID-19. Preciso me vacinar? Existe alguma contraindicação para não tomar a vacina?

Sim! Diante da existência da possibilidade de reinfecção, que, quando ocorre, é geralmente observada seis meses após o primeiro episódio, torna-se necessária a imunização, mesmo em quem já teve a doença.

Caso esteja doente, com febre, ou tenha tido febre (temperatura >37.5°C) nas últimas 24 horas antes da data da aplicação.

  1. Tenho diabetes e doença autoimune; além disso, faço tratamento de câncer. Posso tomar a vacina?

Sim. Embora sua eficácia possa ser reduzida nesses casos, as vacinas Coronavac e Astrazeneca/Oxford-Fiocruz são seguras mesmo em pessoas imunocomprometidas ou que estejam usando corticoides, imunossupressores e imunobiológicos (anticorpos monoclonais).

  1.  Posso considerar as vacinas seguras?

Texto baseado no documento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Sociedade Brasileira de Diabetes sobre imunização contra a Covid-19, através das vacinas, atualmente, disponíveis no SUS: Coronavac (Sinovac-Instituto Butantã) e Astrazeneca/Oxford-Fiocruz.

A série de cards com esclarecimentos também foi publicada no Instagram (@sbemnacional) e no Twitter (@endocrinologia) da SBEM Nacional.

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Consultoria: Dr. César Luiz Boguszewski, médico endocrinologista, presidente da SBEM; Dr. Domingos Malerbi, médico endocrinologista, presidente da SBD; Maria das Graças Velanes de Farias, enfermeira, educadora em diabetes, membro do Departamento do Idoso e Imunização da SBD; Dra. Reine Marie Chaves Fonseca, médica endocrinologista, coordenadora do Departamento do Idoso e Imunizações da SBD.

 

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